quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Artes e estética

Uma coisa certa sobre obras de artes é que gostamos mais de algumas
do que de outras, a ponto de defendemos apaixonadamente certas
peças, enquanto não entendemos porque algumas pessoas apreciam
certas "coisas".

Assim, se existe uma gradação na nossa apreciação das artes,
as respectivas obras possuem um mérito próprio, que reflete a
beleza e interesse que elas nos causam.  Este grau de atração está
relacionado principalmente às qualidades *estéticas* das obras de arte.

Em princípio, poderíamos considerar que uma certa obra de arte é bela
ou agradável em parte porque segue certas regras ou *cânones*
pré-estabelecidos.  Seria o conjunto desses cânones que caracterizaria,
de maneira mais definida, os vários movimentos artísticos.

Por exemplo, o barroco usava contrastes e movimentos, enquanto
o classicismo buscava o retorno à natureza e uma semelhança
acentuada e mais estática com o mundo real.  Embora os cânones
não sejam suficientes para garantir a qualidade estética de uma obra, eles
estabelecem padrões estáveis de referência para a apreciação
comparativa da produção ao longo de um determinado movimento
artístico.

A estética muda não apenas ao longo do tempo, mas também
ao longo do espaço: o que é largamente apreciado hoje no Brasil
é muito diferente do que se gostava no Japão no século XII.

Claro, a apreciação também varia muito de uma pessoa para outra,
mas ainda assim existe, em cada sociedade a cada momento, gostos
predominantes compartilhado por muitos.  Tal mérito estético das obras
permite que sejam comparadas tanto por um mesmo artista ao longa da
sua carreira, como dentre variados artistas e estilos.  Em última instância,
é a busca de obras cada vez melhores que motiva e impulsiona tanto os
criadores como os receptores das artes.

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